Manejo integrativo da dor crônica no SUS: integração entre farmacoterapia e Práticas Integrativas e Complementares (PICs)
DOI:
https://doi.org/10.55811/integrar/livros/4715Palavras-chave:
analgesia, Práticas Integrativas e complementares, Sistema Único de Saúde, dor crônicaResumo
Introdução: A dor crônica constitui um importante desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), afetando cerca de 45% da população adulta e comprometendo sua qualidade de vida. A farmacoterapia, embora essencial, apresenta limitações que justificam a busca por alternativas seguras e complementares. Métodos: Realizou-se uma revisão bibliográfica em bases como PubMed, SciELO, LILACS e Google Scholar, utilizando descritores em português e inglês relacionados à fisiologia da dor, analgesia e Práticas Integrativas e Complementares (PICs). Foram incluídas publicações dos últimos dez anos e documentos oficiais do Ministério da Saúde. Resultados: As evidências demonstram que terapias como acupuntura, fitoterapia, hipnoterapia e meditação atuam sobre os mecanismos neurofisiológicos da dor, promovendo analgesia e melhora do bem-estar. Quando associadas à farmacoterapia, reduzem a carga medicamentosa, a incidência de efeitos adversos e fortalecem o modelo biopsicossocial de cuidado. Conclusão: A integração das PICs ao manejo da dor crônica no SUS representa uma estratégia eficaz e humanizada, capaz de ampliar a efetividade terapêutica e reduzir custos assistenciais. Essa abordagem reforça a importância da formação interdisciplinar e da consolidação de políticas públicas voltadas à integralidade do cuidado.