O PARADOXO DO CONHECIMENTO EM SAÚDE BUCAL: ESCOLARES SABEM MAIS À MEDIDA QUE ENVELHECEM, MAS CONTINUAM APRESENTANDO ELEVADA EXPERIÊNCIA DE CÁRIE
DOI:
https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4948Palavras-chave:
Educação em saúde, Saúde escolar, Higiene bucal, Odontologia preventiva, Promoção da saúdeResumo
Introdução: Embora a educação em saúde bucal seja reconhecida como estratégia fundamental para a prevenção da cárie dentária, o aumento do conhecimento nem sempre resulta em melhores condições clínicas. Metodologia: Estudo observacional, analítico, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com 175 escolares de 6 a 11 anos de uma escola pública da zona rural de Petrolina, Pernambuco, Brasil. O conhecimento em saúde bucal foi avaliado por questionário estruturado, enquanto a experiência de cárie e a higiene bucal foram mensuradas pelos índices ceo-d/CPO-D e Índice de Higiene Oral Simplificado (IHO-S). As análises utilizaram testes não paramétricos, adotando-se nível de significância de 5%. Resultados: A prevalência de experiência de cárie foi de 70,3%, sem diferenças entre os sexos. A análise por idade evidenciou redução do ceo-d e aumento do CPO-D, refletindo comportamentos distintos entre as dentições decídua e permanente. Observou-se melhora significativa da higiene bucal entre 7 e 10 anos (p = 0,023). O escore global de conhecimento aumentou progressivamente com a idade (p < 0,001), assim como o percentual de respostas corretas para temas relacionados à prevenção da cárie, higiene bucal, alimentação e uso do flúor. Entretanto, esse maior conhecimento não foi acompanhado por redução da experiência de cárie. Conclusões: O avanço do conhecimento em saúde bucal ao longo da infância não se traduziu em melhores desfechos clínicos, indicando que fatores comportamentais e contextuais influenciam a ocorrência da cárie e reforçando a necessidade de estratégias educativas integradas a ações preventivas e de promoção da saúde.
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