Estratégia Saúde da Família: Fundamentos, Estrutura e Impactos na Atenção Primária à Saúde no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.55811/integrar/livros/4717Palavras-chave:
Políticas Públicas de Saúde, Saúde Coletiva, Sistema Único de Saúde, Assistência Comunitária, Gestão em SaúdeResumo
A Estratégia Saúde da Família (ESF) constitui o principal modelo de Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, com o propósito de reorientar o sistema de saúde para ações preventivas e comunitárias, reduzindo desigualdades e fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS). Este estudo analisa seus fundamentos, estrutura organizacional e impactos nos indicadores de saúde. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem descritivo-analítica, baseada em fontes do Ministério da Saúde, IBGE e DATASUS, além de artigos científicos de referência. A coleta de dados ocorreu entre julho e setembro de 2025, considerando indicadores de cobertura populacional, mortalidade infantil e investimentos no período de 2020 a 2024. Os dados revelam que a ESF cobre cerca de 65% da população brasileira, com mais de 43 mil equipes implantadas. Observou-se redução de 61,7% na taxa de mortalidade infantil entre 1990 e 2010, associada à expansão da ESF e de políticas sociais complementares. A atuação multiprofissional e o vínculo comunitário têm sido determinantes para a integralidade do cuidado, embora persistam desafios como desigualdades regionais e alta rotatividade de profissionais. Conclui-se que a ESF se consolidou como política essencial para a ampliação do acesso e a promoção da equidade em saúde. Para garantir sua sustentabilidade, é necessário fortalecer a qualificação das equipes, investir em infraestrutura e integrar tecnologias digitais, promovendo uma atenção primária mais resolutiva e humanizada.