DOENÇAS RESPIRATÓRIAS E EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS NO BRASIL: UMA ANÁLISE DESCRITIVA PÓS-PANDEMIA
DOI:
https://doi.org/10.51161/integrar/rems/4899Palavras-chave:
Doenças Respiratórias, Vigilância em Saúde, Epidemiologia, Saúde PúblicaResumo
As mudanças climáticas configuram-se como uma das principais emergências de saúde pública contemporâneas. Este estudo teve como objetivo analisar a interface entre mudanças climáticas e a ocorrência da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil, no contexto pós-pandemia de COVID-19. Trata-se de um estudo descritivo e analítico, baseado em dados secundários de domínio público provenientes do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) de sistemas oficiais de Sistema Integrado de Monitoramento de Desastres (S2ID), e dados sobre o desastre climático do RS em 2024.Foram analisadas notificações de eventos climáticos extremos do ano de 2022; dados sobre internações e óbitos por doenças do aparelho respiratório, com comparação entre os anos de 2020 e 2024. Os resultados evidenciam aumento expressivo das internações e óbitos por doenças respiratórias em 2024. Fatores como eventos climáticos extremos, desigualdades socioeconômicas e fragilidades na infraestrutura do Sistema Único de Saúde, mostraram-se relevantes para o agravamento dos quadros respiratórios e para a ocorrência da SRAG. Evidencia-se a importância das estratégias intersetoriais de vigilância em saúde e políticas públicas voltadas à prevenção, à redução de vulnerabilidades e ao fortalecimento da resiliência do sistema de saúde frente aos desafios climáticos e epidemiológicos atuais.
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